SLB 2017

SLB 2017

quarta-feira, 27 de abril de 2011

VIAGRA & PROZAC

E depois, sentaram-se num banco e ficaram quietos e mudos a ver a vida passar...

Berengária nasceu no dia do seu nascimento, filha do seu pai e de sua mãe – não dos pais do leitor, mas dos pais dela – e por estranhas razões nasceu nua e desdentada! Mas a vida fez-lhe bem e hoje com trinta anos e tantos pecados, é uma mulher deslumbrantemente normal, como eu, se fosse gaja, a leitora ou a rapariga da loja da esquina!
Berengária sempre teve alergia ao trabalho duro e ao esforço! No secundário perdeu anos, porque estudar, por uma qualquer inusitada razão, é mais aborrecido que namorar, cabritar, beber uns copos, fumar daquelas coisas que fazem rir e dão sono; é certo que chumbou de anos, que fez um aborto em Espanha e outro com comprimidos, mas raramente faltou a concertos, fez férias no estrangeiro e divertiu-se faustosamente!
Um dia a vida sorriu-lhe, o mundo mudou em três dias, alguém descobriu uma coisa chamada mais 23 e tornou-se universitária! Porque já tinha vivido tudo e tudo deixou saudades, quis ser e foi adolescente outra vez, foi caloira pintada, veterana trajada, foi a jantares que terminaram no pequeno almoço, arraiais, festas e folias, putarias felizes, porque o Carnaval são apenas três dias e urge comemorar a Pascoa a semana académica e aquelas noites que de pequenos  nadas sem faz um tudo!
Berengária acabou o curso, falou com um primo que era doutor, que lhe conseguiu um estágio que virou emprego sem nunca ter sido trabalho, comprou casa, toda mobilada com plasma na sala  e frigoríficos cinzentos, mais um carro todo charmoso com tecto branco, apesar de azul, foi de férias, perdeu-se na Mango, na Massimo Dutty, as calças eram salsa e a cuecas da woman secrets! Berengária pediu empréstimo ao Banco, fez leasing do carro, encheu os cartões de crédito com as futilidades indispensáveis e fez mais um crédito pessoal, pediu cartão wortem quando apareceu o iphone, com o cartão da fnac comprou um Mac e um dia percebeu que não tinha dinheiro para pagar as dívidas! Felizmente na net conheceu a cetelem, pediu novo empréstimo e para comemorar foi passar um fim de semana num spa! E comprou um par de sapatos!
Berengária foi à manifestação da juventude à rasca! Porque os juros que lhe cobram são insuportáveis, porque os bancos são cruéis e enchem-se de dinheiro a explorar pessoas como ela! Por culpa dos mercados!
Berengária não é mulher! Berengária é um País… 


http://ireflexoes.blogspot.com/ 

domingo, 10 de abril de 2011

Talibãs e nazis



 
Numa semana de vitórias portistas retumbantes em toda a linha, como a vitória no clássico que representou não apenas o título nacional mas também uma celeuma sem precedentes em torno de um apagão (em que não tem faltado um tal Paulo Teixeira Pinto que ao que parece já anda a frequentar um curso de electricista), não bastassem, chega-nos um previsível comunicado do FC Porto (mais um!), desta feita em torno da nota atribuída ao árbitro do encontro Duarte Gomes. O próximo será talvez sobre a discordância de Vitor Pereira ter nomeado Jorge Sousa para o clássico do dia 20...

Curiosamente ou nem tanto, sob o acenar das bandeiras da «propaganda nazi», vimos assim coordenado um modus operandi já usado na década de 30, em que o uso dos media na fabricação da opinião pública foi um instrumento crucial não apenas para o partido Nacional-Socialista de Adolf Hitler chegar ao poder, mas também para unir as tropas e estender esse mesmo poder por toda a Europa, adoptando medidas e praticando acções que marcaram de uma forma terrivelmente negativa e para sempre, a história da humanidade.

Com o controlo da comunicação social – que os pintistas tão veementemente têm tentado distorcer com tentativas recorrentes de fazer crer que é o Benfica que tem uma «máquina de comunicação» ao seu dispôr (e atenção que ainda não chegou o Porto Canal) -, fácil é de chegar à conclusão o quão simples foi ordenar uma hecatombe e depressão para o Benfica, aumentando a temperatura em torno da estrutura encarnada, esperando que a equipa de Jorge Jesus sucumba à luz de pressões, enquanto o FC Porto soma calmamente triunfos. Mas estão muito enganados!

Escrevia Adolf Hitler num dos capítulos da ‘Mein Kampf’ (e citamo-lo para que se observe a semelhança de processos) que «a arte da propaganda consiste precisamente em ser capaz de despertar a imaginação do público através de um apelo aos seus sentimentos, em encontrar a forma psicológica adequada que prende a atenção e apela para o coração das massas nacionais. As grandes massas do povo não são compostas de diplomatas ou professores, nem tão pouco de pessoas que são capazes de formar juízo fundamentado em determinados casos, mas sim de uma multidão de crianças vacilante que oscila entre ideias».

Quanto aos métodos propriamente ditos, o III Reich referia que «a propaganda não deve investigar a verdade objectiva e, na medida que seja favorável para o outro lado; ditado pelos preceitos teóricos da justiça, deve apenas apresentar o aspecto da verdade que é favorável ao nosso lado. (...) O poder receptivo das massas é muito limitado, e seu conhecimento é débil. Por outro lado, eles esquecem depressa. Sendo assim, toda a propaganda eficiente deve limitar-se a alguns fundamentos simples e estes devem ser expressos tanto quanto possível em fórmulas estereotipadas. Estes slogans devem ser persistentemente repetidos até que o indivíduo agarre a ideia que foi apresentada. (...) Toda a mudança que é feita no assunto de uma mensagem de propaganda deve sempre enfatizar a mesma conclusão. O slogan principal deve, naturalmente, ser ilustrado de muitas maneiras e em diversos ângulos, mas no final é preciso voltar sempre para a afirmação da mesma fórmula.»

Assim foi que o partido Nazi (NSDAP), pondo a circular inverdades no diário Völkischer Beobachter, conseguiu moldar e docilizar a opinião pública, em torno dos «inimigos» judeus, com as consequências terrivelmente nefastas de todos conhecidas.

De volta ao futebol indígena e aos comunicados desviantes do FC Porto, foi esta uma época em que com mais ou menos mérito, o FC Porto foi recorrentemente beneficiado por arbitragens em contraponto com o Benfica. Foi também esta uma época que ficou marcada pelos episódios graves de duas visitas do Benfica ao Dragão (já para não falar em Braga), branqueados na medida do possível pela comunicação social, que auxiliou inclusivé a fabricação de inverdades em torno de favorecimentos do ministro do MAI e de Vitor Pereira ao Benfica.

Foi esta uma época em que se colocou Benfica e FC Porto em plano de igualdade no capítulo da violência, com a ajuda dos imparciais fazedores de opinião azuis-esverdeados que invariavelmente convergem, facilitando o propalar das falsas ideias igualitárias.

Faltava a cereja no topo do bolo do passado domingo. Assim acaba a época, com benfiquistas a sofrerem na pele o descontrolo e a ira da PSP tanto quanto os dirigentes e atletas sofreram por esses relvados e pavilhões fora em instâncias anteriores. Não apenas pagamos pela violência dos outros como ainda cumulativamente assistimos ao desplante de sermos colocados em plano de igualdade, dando margem a que volte a acontecer. Dirão que não temos autoridade moral, pudera, após as incríveis declarações do superintendente da PSP sob a falha de segurança, quando apenas as luzes que incidiam sobre o relvado foram desligadas... Mas enfim, temos mais que fazer do que estar a comentar divagações!

Por estas e por outras inverdades se torna previsível o comunicado de FC Porto em torno de Duarte Gomes, fazendo crer aos mais incautos adeptos que há efectivamente protecção ao Benfica. De uma forma simples, os azuis e brancos demonstram «perplexidade» (o que significará isso para eles?) em torno do observador Fernando Mateus, que atribuiu nota 4 ao árbitro da AFLisboa.

Podemos ler ainda que «O FC Porto apela à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga Portuguesa de Futebol para tomar medidas urgentes quanto ao desempenho imparcial das equipas de arbitragem, bem como para a designação de observadores competentes». Teremos percebido bem? Não estiveram os observadores em causa no Apito Dourado? Não nos digam que os árbitros internacionais agora chegaram lá única e exclusivamente por competência (ou que são pós-Apito Dourado)!

O objectivo é o mesmo de sempre mas agora com algumas nuances de estratégia. Flagrantemente beneficiados em mais um campeonato pelas arbitragens, esforçam-se agora sem pingo de imaginação para que as massas assimilem mais este chorrilho de asneiras da máquina de propaganda pintista (devem ter contratado um novo redactor de comunicados porque estão a aparecer umas expressões novas), em que é escolhido o timing que julgam adequado para atrofiar as mentes dos mais distraídos e daqueles que ainda acreditam nas patranhas vindas daquelas cabecinhas brilhantes. É evidente que por mais que se esforcem, por mais aliados que tenham, jamais conseguirão branquear a situação e colocar os dois clubes em pé de igualdade, mas há sempre ávidos bobbys e tarecos que tudo aborvem.

Um ano volvido desde que a providencial decisão do CJ conseguiu justificar a época de afastamento dos milhões da Champions League do FCPorto com o caso H & S, e de Pedroto se ter revoltado na sepultura pelo falhanço de uma promessa não cumprida de Pinto da Costa, voltámos à situação das massas viverem de novo o momento com uma barragem de comunicados e declarações goebellianas, suportadas por uma boa parte da comunicação social que vê nisso um manancial de temas propícios a grandes especulações e a tiragens consequentes.

É sempre hilariante ler e ouvir os pintistas debruçarem-se sobre as arbitragens. Fazem-no basicamente pelos seguintes motivos;

a) Quando são prejudicados, o que apesar de apelarmos à nossa memória e recorrermos aos nossos registos não nos lembramos que alguma vez tenha acontecido nos últimos (longos) anos;

b) Sem prejuízo da anterior, existem situações específicas, como o é quando um adversário fora do círculo das alianças faz ruído pela escandaleira. Aí faz-se passar o contrário, nem que se tenha de recorrer ao expert Rui Moreira, ou os ex-árbitros ao serviço da TVI ou do jornal O Jogo. Da própria estrutura azul e branca só em casos específicos alguém se manifesta, quando os demais não são por si só suficientes. Recordamos a este propósito o Vitória de Guimarães - FC Porto e em particular o ridículo a que se prestaram para desviar as atenções do célebre minuto 77, da birra de André Villas-Boas, do empate, e claro está, da equipa da casa ter sido espoliada;

c) Em circunstâncias como as de agora, para tentarem igualar a contabilidade do Deve e do Haver com o Benfica, e atribuir mérito à vitória na Liga, fazendo esquecer as incríveis cenas de gamanço de que os encarnados foram alvo nas 1ªs jornadas e na 22ª para arrumar de vez o campeonato. Aqui faz-se alarido (e muito) em torno de nada, como foi a arbitragem de Duarte Gomes no passado domingo.

Fica assim o aparte da propaganda pintista que, pela fertilidade de ocorrências, pensamos ser demonstrativo de que as birras dos pintistas em torno das arbitragens, como por exemplo as do Vitória de Guimarães – FC Porto e do FC Porto – Vitória de Setúbal, foram apenas uma forma pseudo-subtil de desviar as atenções e de tentar tapar o sol com uma peneira.

Com aliás este comunicado em torno do observador e Duarte Gomes que Mullah Omar certamente não desdenharia, na medida que o conteúdo do comunicado é prova viva que o FC Porto está disposto a «fazer a vida negra» a quem à luz de coerência e boa fé contradiz a sua propaganda bafienta. Assim acontece sempre que alguém não está disposto a abdicar de princípios. Ricardo Costa e e Hermínio Loureiro que o digam!

Devolvemos por isso e por inteiro os epítetos de talibãs e de nazis, cujas palavras provam sem a menor dúvida que os pintistas começam a atingir um estado de desespero tal, que já não conseguem estar um só dia que seja sem tentar insultar quem não lhes faça o jogo. Pelos vistos é uma questão de cultura...

terça-feira, 22 de março de 2011

Do amor e seus odores




Assim escrito numa crônica de jornal ou site de família pode parecer escatológico. Mas atire o nariz fora, como recomenda o amigo Nicolau Gogol, aquele que nunca passou por isso. Sim, o ato nobre e mais sagrado de um homem para uma mulher e vice-versa é a conquista do direito à humaníssima ventosidade denominada vulgarmente como PUM, de acordo com os nossos educados dicionaristas.
O direito de emitir aqueles gases que partem do eu profundo e dos outros eus, como diriam os mais poéticos, na paz dos lares doces lares. Numa relax, numa tranquila, numa boa, como cantaria o síndico Tim Maia.
Melhor ainda: emiti-los e arrancar um “afe!” surpresa da amada.
Não debaixo dos lençóis, motivo de sobra para qualquer divórcio, circo Orlando Orfei dos horrores, dependendo das iguarias ingeridas. Caiu aqui um parêntesis: cuidado com a mistura explosiva de fava, bacalhau, batata doce, ovo de galinha de capoeira.
Pólvora de bacamarteiro perde, nao é, Jojô Arcoverde? Evitem o circo dos lençóis e o resto vale, é pura prova de amor.
Com janelas abertas, então, não passa de uma droga recreativa capaz de animar a vida besta dos casais nos seus pombais.
– Peidaste?!– salta ela, em bom português.
–´Magina!
Como ainda não têm filhos, sobra, quase sempre, para o cachorro, senhor dos direitos autorais de tais flatulências anônimas na aurora dos romances. A sorte é que o cão assimila as impurezas do homem, tão-somente para tornar seu dono inimputável. O tal gás sarin sai à semelhança.
Melhor ainda é quando um reconhece a ventosidade do outro.
De longe.
Chega em casa, depois de uma festinha, social clube, e a nêga diz, até um tanto quanto orgulhosa, com o mesmo português infalível de sempre, assimilado das lições do velho e bom Pasquale:
– Foste tu, desgraçado!
Emocionante saber que a criatura é capaz de reconhecer teus ventos mais elípticos, teus cheiros e fedores mais recônditos, tuas vergonhas mais perdidas, tuas cláusulas do melhor dos contratos rousseaunianos.
Mas qual seria o prazo ideal para liberar a prática na frente do(a) amado(a)?
Se a convivência for intensa acho três meses um prazo razoável… Um semestre em casos de pombinhos que pouco se vêem, um ano quando o romance for de ponte aérea, cidade a cidade… Que acham?
E para deixar tudo mais literário e menos nojento – tem gente que não suporta conviver com as nossas verdades que fedem –, recomendo um romance genial: A Assombrosa Viagem de Pompônio Flato (ed. Planeta), do escritor catalão Eduardo Mendoza.

Com nariz tapado me despeço, até a próxima.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nasceu o primeiro «bebé medicamento» em França


Nasceu o primeiro «bebé medicamento» de França, num hospital de Paris, que poderá salvar os seus irmãos que padecem da doença genética de sangue, talassemia.

Segundo disse à AFP o médico René Frydman, o bebé nasceu a 26 de Janeiro, com 3,650 quilos, e está bem de saúde. Os pais, de origem turca, chamaram-lhe Umut Talha («Nossa Esperança».).

O menino nasceu de fecundação in vitro, após um duplo diagnóstico de pré-implantação que assegura que o bebé é imune à doença que afecta os seus irmãos e que é compatível com os mesmos.

O objectivo é a transplantação de sangue do cordão umbilical do recém-nascido para tratar os irmãos. A talassemia é uma doença de sangue hereditária, que causa incapacidade, anemia e requer transfusões de sangue constantes.

O nascimento de «bebés medicamento» já aconteceu em alguns países, mas esta é a primeira vez que acontece em França.
 
 
<< ABola>>

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

o RAP a rapiná-los como sempre eheh

Creio que, este ano, a euforia injustificada de pré-época dos benfiquistas encontra justo contraponto na depressão justificada de pós-época dos portistas.

Os festejos da vitória na Taça de Portugal foram discretos, como se o facto de o plantel mais caro da história do futebol português ter conseguido bater tangencialmente uma equipa acabadinha de ser despromovida da Liga de Honra à II Divisão não merecesse ser celebrado com estardalhaço.

Vá lá uma pessoa compreender os humores dos adeptos. Sendo embora um troféu que, não fosse o Diabo tecê-las, Pinto da Costa optou por não prometer a qualquer alma d'aquém ou d'além túmulo, trata-se de uma taça importante.

Ainda assim, a esmagadora maioria dos portistas não teve interesse em vitoriar os heróis que tinham acabado de se superiorizar pela margem mínima a Bamba, Lameirão e seus pares. Já vi festas de aniversário com mais convivas do que a festa da Taça. E funerais um pouco mais animados.

Os balanços de fim de época são sempre inevitavelmente injustos, e temo que todas as apreciações finais da magnífica época do Sporting tenham esquecido um jogador que merece referência, até por ser, creio, aquele que tinha o currículo mais rico do plantel, em termos de conquistas: Angulo. A contratação do jogador insere-se numa bonita tradição sportinguista que deve ser recordada.

Angulo é um digno sucessor daquele que foi, para mim, o melhor futebolista de sempre do Sporting, e talvez o que mais títulos conquistou na carreira: Frank Rijkaard, que, como certamente se lembram, brilhou de leão ao peito durante cerca de três horas e meia em 1987. É possível construir um onze de sonho só com profissionais que representaram o Sporting durante menos de uma semana. Rijkaard e Angulo são titulares indiscutíveis, obviamente. Vicente Cantatore teria de ser o treinador. E Sá Pinto o director desportivo.

Rui Moreira, evidentemente melindrado por, como ele próprio diz, eu ousar fazer — imagine-se! — «copy/paste fora de contexto» das suas doutas opiniões, parece estar convencido de que me ofende quando diz que os anúncios do MEO não têm graça.

Imagino que os senhores da agência de publicidade, que são quem realmente concebe e redige os anúncios, tenham passado a dormir com mais dificuldade desde que Rui Moreira resolveu presentear os leitores d' A BOLA com as suas pertinentes críticas de publicidade, mas eu não tenho interesse nem mandato para os defender.

Por outro lado, devo agradecer as palavras simpáticas que dedicou à rábula em que satirizávamos o discurso repolhudo de Manuel Machado. Se me lembro do sketch, Rui? Claro que lembro. Esse fomos mesmo nós que escrevemos.

E não foi difícil: limitámo-nos a fazer copy/paste fora de contexto de umas declarações meio bacocas do antigo treinador do Nacional. É um estratagema humorístico ao qual continuo a recorrer amiúde. Resulta tanto melhor quanto mais bacocas forem as declarações citadas. Este ano tenho tido muita sorte com a colheita, sabe?

 Ricardo Araújo Pereira

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Candidato

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante  ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito  baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quase 100 Verdades

2. Nickname:  Cissa.
3. Zodiac sign: Aquarius
4. Male or female: Female
5. Elementary School: Escola Basica n° 3
6. High School: Escola Secundaria P M
7. College: Escola Superior Agraria B
8. Hair color: Castanho
9. Tall or Short: pequenina :'D
11. Sweats or Jeans: Jeans
12. Phone or Camera: Phoneeee
13. Health freak: Nao
14. Orange or Apple: Laranjaaa
15. Do you have a crush on someone?: Yes
16. Eat or Drink: DRINKK
17. Piercings: no nariz :')
18. Pepsi or Coke: Coca-Cola..


HAVE YOU EVER?
19. Been in an airplane: yes
20. Been in a relationship: yes
21. Been in a car accident: no
22. Been in a fist fight: nao..
23. First piercing: yep, so tenho um -.-'
24. First best friend: Jacira
25. First award: 
26. First crush: Oh já não sei...
27. First word: mãe, provavelmente... era a pessoa com quem mais estava :S
29. Last person you talked to in person: João P., primão <3
30. Last person you texted: Mário :D
31. Last person you watched a movie with: João P. + Vanda  P.^^
32. Last food you ate: bledina de maçã, laranja e bolacha maria :p
33. Last movie you watched: Toy Story 3!
34. Last song you listened to: Schìsm - Tool
35. Last thing you bought: humm... 
36. Last person you hugged: a minha prima.

FAVE  
37. Food: Migas com entrecosto :')
38. Drinks: Água
39. Bottoms: Jeans
40. Flower: Tulipas
41. Animal: Gatinhos *.*
42. Colors: Preta
43. Movies: Saw
44. Subjects: Química :)

HAVE YOU EVERS  (Put an X in the brackets if yes, / means half an x.)  
45. [X] been in love with someone.
46. [X] celebrated Halloween.
47. [X] had your heart broken.
48. [X] went over the minutes/texts on your cell phone.
49. [ ] had someone question your sexual orientation.

51. [ ] got pregnant.
52. [ ] had an abortion.
53. [X] did something I regret.
54. [  ] broke a promise.
55. [X] hid a secret.
56. [X] pretended to be happy.
57. [X] met someone who changed your life.
58. [  ] pretended to be sick.
59. [ X ] left the country.
60. [X] tried something you normally wouldn't try and liked it.
61. [X] cried over the silliest thing.
62. [X] ran a mile.
63. [X] went to the beach with your best friend.
64. [X] got into an argument with your friends.
65. [X] hated someone.
66. [X] stayed single for 2 years. 

 CURRENTLY
67. Eating: Nicles
68. Drinking: Nada
69. Listening: O vento na janela -.-
70. Sitting/Laying: Sitting
71. Plans for today: Ficar em casa e mais logo ir pa casa do Mário...
72. Waiting: ... :p

YOUR FUTURE 
73. Want kids? Yes
74. Want to get married? Já me interessou mais pensar nisso... 
75. Career: Engenheira do Ambiente :D

WHICH IS BETTER IN THE OPPOSITE SEX? 
76. Lips or eyes: Eyes
77. Shorter or taller: TALLER!!
78. Romantic or spontaneous: romantic AND spontaneous
79. Nice stomach or nice arms: Arms
81. Hook-up or relationship: Relationship
82. Looks or personality: Personality

HAVE YOU EVERS (2) 
83. Lost glasses/contacts: ya -.-'
84. Snuck out of a house: nao
85. Held a gun/knife for self defense: nunca precisei lol :D
86. Killed somebody: sim, na minha cabeça mato o Tiago mtas vezes... e ele sabe. e gosta :p
87. Broken someone's heart: sim, infelizmente-
88. Been in love: yap :)
89. Cried when someone died: Sim...

DO YOU BELIEVE IN 
90. Yourself: sim..
91. Miracles: não
92. Love at first sight: não
93. Heaven: não
94. Santa Claus: Sim Q.Q 
95. Sex on the first date: não..
96. Kiss on the first date: It depends... 

TRUTHFULLY  
97. Is there one person you want to be with right now: sim.
98. Do you know who your real friends are: sim
99. Do you believe in God: não




domingo, 9 de janeiro de 2011

VERSÃO MASCULINA DE DEPILAÇÃO

Estava eu assistindo tv numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".

Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia:

-Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles!!!

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas".

Respondi que não, que doeria... coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.

Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso a zona do agrião.

Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna.

Achei aquela sensação maravilhosa!!

O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!!

Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.

Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem.

Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo.

Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.

Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera.

Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos e que precisava passar de novo.

Respondi prontamente:

- Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.

Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda.

Peguei meu gel pós-barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.

Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.

Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.

No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito.

Procurei alguma cueca de veludo e nada.

Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.

Entrei na minha seção andando igual um cow-boy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos.

E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.


Joana Toda Pura
Publicado no Recanto das Letras em 13/08/2007

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tripla Solidariedade ???

Uma vergonha, é o que é.


-Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade
nacional, quando, o que foi doado era de 2 milhões e 880 mil?

Querem saber para onde foi esta “pequena” parcela?
É só fazer as contas ….

POIS É....
EM PORTUGAL ATÉ A SOLIDARIEDADE DOS PORTUGUESES
SERVE PARA FAZER NEGOCIATAS...


A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas
telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à
mão-desarmada.

Pelas televisões a promoção reza assim:

Preço da chamada 0,60 + IVA.
São 0,72 no total.

O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao
beneficiário madeirense é de apenas 0,50.

Assim oferecemos 0,50 a quem carece, mas cobram-nos 0,72,

mais 0,22 ou seja 30 %.

Quem fica com esta diferença?

1º - a PT com 0,10 (17 %) isto é a diferença dos 50 para os 60..

2º - o Estado 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.

Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo
isto chegou.

A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado já atingiu os
2.000.000 de euros.

Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja, mais 880.000
euros, divididos entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores)
e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos
trafulhas que por lá andam).

A PT cobra comissão de quase 20 % num acto de solidariedade!!!

O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!


ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA!!!

ISTO É UM ASQUEROSO ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE

DO POVO PORTUGUÊS!!!

NÃO COLABORE NESTAS CAMPANHAS, CASO NÃO SEJA ESCLARECIDO CABALMENTE QUE OS "DONATIVOS" ESTÃO ISENTOS DE IMPOSTOS E DE TAXAS OU COMISSÕES, BEM COMO NÃO CONTRIBUEM (SEM RETORNO SOLIDÁRIO) PARA O AUMENTO DOS NEGÓCIOS DOS GANANCIOSOS GESTORES...

DENUNCIE!