SLB 2017

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Diabetes: Duplicou desde 1980...

 "No Alentejo afecta mais a população idosa"
O número de diabéticos duplicou desde 1980, diz estudo da revista científica Lancet. “No Alentejo, a doença afecta mais a população idosa”, assegura Isabel Ramôa, médica do Hospital de Beja, com responsabilidades nas consultas da diabetes. "Estudo feito em Portugal, em 2009, sobre a diabetes, indicou que a doença afecta 12,3 por cento da população e deste valor apenas pouco mais de metade está diagnosticado", disse também Isabel Ramôa.
O número de adultos com diabetes, em todo o mundo, mais do que duplicou, em 30 anos. São agora 347 milhões, revela o estudo publicado na revista Lancet, que atribui a situação ao envelhecimento da população e à expansão do problema da obesidade. Os dados dizem também que esta doença afecta, maioritariamente, as pessoas com meia-idade e que o tipo mais comum de diabetes, o 2, está normalmente associado à obesidade.
“No Alentejo, a diabetes afecta mais os idosos, por estarmos perante uma população envelhecida, sedentária e com hábitos alimentares errados”, assegurou à Voz da Planície, Isabel Ramôa. Esta médica do Hospital de Beja, com responsabilidades nas consultas da diabetes, identificou também as complicações provocadas pela doença, chamando a atenção para “os problemas relacionados com os olhos e com o pé diabético”.
Isabel Ramôa apresentou, igualmente, os resultados de um estudo feito em Portugal, em 2009, sobre a diabetes, dizendo que “as conclusões apontaram para a prevalência da doença entre os 20 e os 79 anos, em 12,3 por cento da população, mais do que o esperado”. Prosseguiu referindo que “ só pouco mais de metade, dos 12,3 por cento, está diagnosticada”, que “existe um milhão de diabéticos em Portugal” e que “existem muitas pessoas que não sabem que sofrem desta doença”.
Isabel Ramôa terminou frisando que “no seu conjunto - entre os diabéticos conhecidos, os não diagnosticados e os pré-diabéticos - significa que um terço da população portuguesa vai ter diabetes no futuro”.
A diabetes é uma doença que pode ser gerida com uma dieta, exercício e medicação, mas cronicamente poderá causar problemas de rins, cegueira e amputação de membros. Os médicos consideram que o grande desafio para inverter estes números no futuro é a adopção de estilos de vida mais saudáveis.
Ana Elias de Freitas

quarta-feira, 27 de abril de 2011

VIAGRA & PROZAC

E depois, sentaram-se num banco e ficaram quietos e mudos a ver a vida passar...

Berengária nasceu no dia do seu nascimento, filha do seu pai e de sua mãe – não dos pais do leitor, mas dos pais dela – e por estranhas razões nasceu nua e desdentada! Mas a vida fez-lhe bem e hoje com trinta anos e tantos pecados, é uma mulher deslumbrantemente normal, como eu, se fosse gaja, a leitora ou a rapariga da loja da esquina!
Berengária sempre teve alergia ao trabalho duro e ao esforço! No secundário perdeu anos, porque estudar, por uma qualquer inusitada razão, é mais aborrecido que namorar, cabritar, beber uns copos, fumar daquelas coisas que fazem rir e dão sono; é certo que chumbou de anos, que fez um aborto em Espanha e outro com comprimidos, mas raramente faltou a concertos, fez férias no estrangeiro e divertiu-se faustosamente!
Um dia a vida sorriu-lhe, o mundo mudou em três dias, alguém descobriu uma coisa chamada mais 23 e tornou-se universitária! Porque já tinha vivido tudo e tudo deixou saudades, quis ser e foi adolescente outra vez, foi caloira pintada, veterana trajada, foi a jantares que terminaram no pequeno almoço, arraiais, festas e folias, putarias felizes, porque o Carnaval são apenas três dias e urge comemorar a Pascoa a semana académica e aquelas noites que de pequenos  nadas sem faz um tudo!
Berengária acabou o curso, falou com um primo que era doutor, que lhe conseguiu um estágio que virou emprego sem nunca ter sido trabalho, comprou casa, toda mobilada com plasma na sala  e frigoríficos cinzentos, mais um carro todo charmoso com tecto branco, apesar de azul, foi de férias, perdeu-se na Mango, na Massimo Dutty, as calças eram salsa e a cuecas da woman secrets! Berengária pediu empréstimo ao Banco, fez leasing do carro, encheu os cartões de crédito com as futilidades indispensáveis e fez mais um crédito pessoal, pediu cartão wortem quando apareceu o iphone, com o cartão da fnac comprou um Mac e um dia percebeu que não tinha dinheiro para pagar as dívidas! Felizmente na net conheceu a cetelem, pediu novo empréstimo e para comemorar foi passar um fim de semana num spa! E comprou um par de sapatos!
Berengária foi à manifestação da juventude à rasca! Porque os juros que lhe cobram são insuportáveis, porque os bancos são cruéis e enchem-se de dinheiro a explorar pessoas como ela! Por culpa dos mercados!
Berengária não é mulher! Berengária é um País… 


http://ireflexoes.blogspot.com/ 

domingo, 10 de abril de 2011

Talibãs e nazis



 
Numa semana de vitórias portistas retumbantes em toda a linha, como a vitória no clássico que representou não apenas o título nacional mas também uma celeuma sem precedentes em torno de um apagão (em que não tem faltado um tal Paulo Teixeira Pinto que ao que parece já anda a frequentar um curso de electricista), não bastassem, chega-nos um previsível comunicado do FC Porto (mais um!), desta feita em torno da nota atribuída ao árbitro do encontro Duarte Gomes. O próximo será talvez sobre a discordância de Vitor Pereira ter nomeado Jorge Sousa para o clássico do dia 20...

Curiosamente ou nem tanto, sob o acenar das bandeiras da «propaganda nazi», vimos assim coordenado um modus operandi já usado na década de 30, em que o uso dos media na fabricação da opinião pública foi um instrumento crucial não apenas para o partido Nacional-Socialista de Adolf Hitler chegar ao poder, mas também para unir as tropas e estender esse mesmo poder por toda a Europa, adoptando medidas e praticando acções que marcaram de uma forma terrivelmente negativa e para sempre, a história da humanidade.

Com o controlo da comunicação social – que os pintistas tão veementemente têm tentado distorcer com tentativas recorrentes de fazer crer que é o Benfica que tem uma «máquina de comunicação» ao seu dispôr (e atenção que ainda não chegou o Porto Canal) -, fácil é de chegar à conclusão o quão simples foi ordenar uma hecatombe e depressão para o Benfica, aumentando a temperatura em torno da estrutura encarnada, esperando que a equipa de Jorge Jesus sucumba à luz de pressões, enquanto o FC Porto soma calmamente triunfos. Mas estão muito enganados!

Escrevia Adolf Hitler num dos capítulos da ‘Mein Kampf’ (e citamo-lo para que se observe a semelhança de processos) que «a arte da propaganda consiste precisamente em ser capaz de despertar a imaginação do público através de um apelo aos seus sentimentos, em encontrar a forma psicológica adequada que prende a atenção e apela para o coração das massas nacionais. As grandes massas do povo não são compostas de diplomatas ou professores, nem tão pouco de pessoas que são capazes de formar juízo fundamentado em determinados casos, mas sim de uma multidão de crianças vacilante que oscila entre ideias».

Quanto aos métodos propriamente ditos, o III Reich referia que «a propaganda não deve investigar a verdade objectiva e, na medida que seja favorável para o outro lado; ditado pelos preceitos teóricos da justiça, deve apenas apresentar o aspecto da verdade que é favorável ao nosso lado. (...) O poder receptivo das massas é muito limitado, e seu conhecimento é débil. Por outro lado, eles esquecem depressa. Sendo assim, toda a propaganda eficiente deve limitar-se a alguns fundamentos simples e estes devem ser expressos tanto quanto possível em fórmulas estereotipadas. Estes slogans devem ser persistentemente repetidos até que o indivíduo agarre a ideia que foi apresentada. (...) Toda a mudança que é feita no assunto de uma mensagem de propaganda deve sempre enfatizar a mesma conclusão. O slogan principal deve, naturalmente, ser ilustrado de muitas maneiras e em diversos ângulos, mas no final é preciso voltar sempre para a afirmação da mesma fórmula.»

Assim foi que o partido Nazi (NSDAP), pondo a circular inverdades no diário Völkischer Beobachter, conseguiu moldar e docilizar a opinião pública, em torno dos «inimigos» judeus, com as consequências terrivelmente nefastas de todos conhecidas.

De volta ao futebol indígena e aos comunicados desviantes do FC Porto, foi esta uma época em que com mais ou menos mérito, o FC Porto foi recorrentemente beneficiado por arbitragens em contraponto com o Benfica. Foi também esta uma época que ficou marcada pelos episódios graves de duas visitas do Benfica ao Dragão (já para não falar em Braga), branqueados na medida do possível pela comunicação social, que auxiliou inclusivé a fabricação de inverdades em torno de favorecimentos do ministro do MAI e de Vitor Pereira ao Benfica.

Foi esta uma época em que se colocou Benfica e FC Porto em plano de igualdade no capítulo da violência, com a ajuda dos imparciais fazedores de opinião azuis-esverdeados que invariavelmente convergem, facilitando o propalar das falsas ideias igualitárias.

Faltava a cereja no topo do bolo do passado domingo. Assim acaba a época, com benfiquistas a sofrerem na pele o descontrolo e a ira da PSP tanto quanto os dirigentes e atletas sofreram por esses relvados e pavilhões fora em instâncias anteriores. Não apenas pagamos pela violência dos outros como ainda cumulativamente assistimos ao desplante de sermos colocados em plano de igualdade, dando margem a que volte a acontecer. Dirão que não temos autoridade moral, pudera, após as incríveis declarações do superintendente da PSP sob a falha de segurança, quando apenas as luzes que incidiam sobre o relvado foram desligadas... Mas enfim, temos mais que fazer do que estar a comentar divagações!

Por estas e por outras inverdades se torna previsível o comunicado de FC Porto em torno de Duarte Gomes, fazendo crer aos mais incautos adeptos que há efectivamente protecção ao Benfica. De uma forma simples, os azuis e brancos demonstram «perplexidade» (o que significará isso para eles?) em torno do observador Fernando Mateus, que atribuiu nota 4 ao árbitro da AFLisboa.

Podemos ler ainda que «O FC Porto apela à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga Portuguesa de Futebol para tomar medidas urgentes quanto ao desempenho imparcial das equipas de arbitragem, bem como para a designação de observadores competentes». Teremos percebido bem? Não estiveram os observadores em causa no Apito Dourado? Não nos digam que os árbitros internacionais agora chegaram lá única e exclusivamente por competência (ou que são pós-Apito Dourado)!

O objectivo é o mesmo de sempre mas agora com algumas nuances de estratégia. Flagrantemente beneficiados em mais um campeonato pelas arbitragens, esforçam-se agora sem pingo de imaginação para que as massas assimilem mais este chorrilho de asneiras da máquina de propaganda pintista (devem ter contratado um novo redactor de comunicados porque estão a aparecer umas expressões novas), em que é escolhido o timing que julgam adequado para atrofiar as mentes dos mais distraídos e daqueles que ainda acreditam nas patranhas vindas daquelas cabecinhas brilhantes. É evidente que por mais que se esforcem, por mais aliados que tenham, jamais conseguirão branquear a situação e colocar os dois clubes em pé de igualdade, mas há sempre ávidos bobbys e tarecos que tudo aborvem.

Um ano volvido desde que a providencial decisão do CJ conseguiu justificar a época de afastamento dos milhões da Champions League do FCPorto com o caso H & S, e de Pedroto se ter revoltado na sepultura pelo falhanço de uma promessa não cumprida de Pinto da Costa, voltámos à situação das massas viverem de novo o momento com uma barragem de comunicados e declarações goebellianas, suportadas por uma boa parte da comunicação social que vê nisso um manancial de temas propícios a grandes especulações e a tiragens consequentes.

É sempre hilariante ler e ouvir os pintistas debruçarem-se sobre as arbitragens. Fazem-no basicamente pelos seguintes motivos;

a) Quando são prejudicados, o que apesar de apelarmos à nossa memória e recorrermos aos nossos registos não nos lembramos que alguma vez tenha acontecido nos últimos (longos) anos;

b) Sem prejuízo da anterior, existem situações específicas, como o é quando um adversário fora do círculo das alianças faz ruído pela escandaleira. Aí faz-se passar o contrário, nem que se tenha de recorrer ao expert Rui Moreira, ou os ex-árbitros ao serviço da TVI ou do jornal O Jogo. Da própria estrutura azul e branca só em casos específicos alguém se manifesta, quando os demais não são por si só suficientes. Recordamos a este propósito o Vitória de Guimarães - FC Porto e em particular o ridículo a que se prestaram para desviar as atenções do célebre minuto 77, da birra de André Villas-Boas, do empate, e claro está, da equipa da casa ter sido espoliada;

c) Em circunstâncias como as de agora, para tentarem igualar a contabilidade do Deve e do Haver com o Benfica, e atribuir mérito à vitória na Liga, fazendo esquecer as incríveis cenas de gamanço de que os encarnados foram alvo nas 1ªs jornadas e na 22ª para arrumar de vez o campeonato. Aqui faz-se alarido (e muito) em torno de nada, como foi a arbitragem de Duarte Gomes no passado domingo.

Fica assim o aparte da propaganda pintista que, pela fertilidade de ocorrências, pensamos ser demonstrativo de que as birras dos pintistas em torno das arbitragens, como por exemplo as do Vitória de Guimarães – FC Porto e do FC Porto – Vitória de Setúbal, foram apenas uma forma pseudo-subtil de desviar as atenções e de tentar tapar o sol com uma peneira.

Com aliás este comunicado em torno do observador e Duarte Gomes que Mullah Omar certamente não desdenharia, na medida que o conteúdo do comunicado é prova viva que o FC Porto está disposto a «fazer a vida negra» a quem à luz de coerência e boa fé contradiz a sua propaganda bafienta. Assim acontece sempre que alguém não está disposto a abdicar de princípios. Ricardo Costa e e Hermínio Loureiro que o digam!

Devolvemos por isso e por inteiro os epítetos de talibãs e de nazis, cujas palavras provam sem a menor dúvida que os pintistas começam a atingir um estado de desespero tal, que já não conseguem estar um só dia que seja sem tentar insultar quem não lhes faça o jogo. Pelos vistos é uma questão de cultura...

terça-feira, 22 de março de 2011

Do amor e seus odores




Assim escrito numa crônica de jornal ou site de família pode parecer escatológico. Mas atire o nariz fora, como recomenda o amigo Nicolau Gogol, aquele que nunca passou por isso. Sim, o ato nobre e mais sagrado de um homem para uma mulher e vice-versa é a conquista do direito à humaníssima ventosidade denominada vulgarmente como PUM, de acordo com os nossos educados dicionaristas.
O direito de emitir aqueles gases que partem do eu profundo e dos outros eus, como diriam os mais poéticos, na paz dos lares doces lares. Numa relax, numa tranquila, numa boa, como cantaria o síndico Tim Maia.
Melhor ainda: emiti-los e arrancar um “afe!” surpresa da amada.
Não debaixo dos lençóis, motivo de sobra para qualquer divórcio, circo Orlando Orfei dos horrores, dependendo das iguarias ingeridas. Caiu aqui um parêntesis: cuidado com a mistura explosiva de fava, bacalhau, batata doce, ovo de galinha de capoeira.
Pólvora de bacamarteiro perde, nao é, Jojô Arcoverde? Evitem o circo dos lençóis e o resto vale, é pura prova de amor.
Com janelas abertas, então, não passa de uma droga recreativa capaz de animar a vida besta dos casais nos seus pombais.
– Peidaste?!– salta ela, em bom português.
–´Magina!
Como ainda não têm filhos, sobra, quase sempre, para o cachorro, senhor dos direitos autorais de tais flatulências anônimas na aurora dos romances. A sorte é que o cão assimila as impurezas do homem, tão-somente para tornar seu dono inimputável. O tal gás sarin sai à semelhança.
Melhor ainda é quando um reconhece a ventosidade do outro.
De longe.
Chega em casa, depois de uma festinha, social clube, e a nêga diz, até um tanto quanto orgulhosa, com o mesmo português infalível de sempre, assimilado das lições do velho e bom Pasquale:
– Foste tu, desgraçado!
Emocionante saber que a criatura é capaz de reconhecer teus ventos mais elípticos, teus cheiros e fedores mais recônditos, tuas vergonhas mais perdidas, tuas cláusulas do melhor dos contratos rousseaunianos.
Mas qual seria o prazo ideal para liberar a prática na frente do(a) amado(a)?
Se a convivência for intensa acho três meses um prazo razoável… Um semestre em casos de pombinhos que pouco se vêem, um ano quando o romance for de ponte aérea, cidade a cidade… Que acham?
E para deixar tudo mais literário e menos nojento – tem gente que não suporta conviver com as nossas verdades que fedem –, recomendo um romance genial: A Assombrosa Viagem de Pompônio Flato (ed. Planeta), do escritor catalão Eduardo Mendoza.

Com nariz tapado me despeço, até a próxima.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nasceu o primeiro «bebé medicamento» em França


Nasceu o primeiro «bebé medicamento» de França, num hospital de Paris, que poderá salvar os seus irmãos que padecem da doença genética de sangue, talassemia.

Segundo disse à AFP o médico René Frydman, o bebé nasceu a 26 de Janeiro, com 3,650 quilos, e está bem de saúde. Os pais, de origem turca, chamaram-lhe Umut Talha («Nossa Esperança».).

O menino nasceu de fecundação in vitro, após um duplo diagnóstico de pré-implantação que assegura que o bebé é imune à doença que afecta os seus irmãos e que é compatível com os mesmos.

O objectivo é a transplantação de sangue do cordão umbilical do recém-nascido para tratar os irmãos. A talassemia é uma doença de sangue hereditária, que causa incapacidade, anemia e requer transfusões de sangue constantes.

O nascimento de «bebés medicamento» já aconteceu em alguns países, mas esta é a primeira vez que acontece em França.
 
 
<< ABola>>

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

o RAP a rapiná-los como sempre eheh

Creio que, este ano, a euforia injustificada de pré-época dos benfiquistas encontra justo contraponto na depressão justificada de pós-época dos portistas.

Os festejos da vitória na Taça de Portugal foram discretos, como se o facto de o plantel mais caro da história do futebol português ter conseguido bater tangencialmente uma equipa acabadinha de ser despromovida da Liga de Honra à II Divisão não merecesse ser celebrado com estardalhaço.

Vá lá uma pessoa compreender os humores dos adeptos. Sendo embora um troféu que, não fosse o Diabo tecê-las, Pinto da Costa optou por não prometer a qualquer alma d'aquém ou d'além túmulo, trata-se de uma taça importante.

Ainda assim, a esmagadora maioria dos portistas não teve interesse em vitoriar os heróis que tinham acabado de se superiorizar pela margem mínima a Bamba, Lameirão e seus pares. Já vi festas de aniversário com mais convivas do que a festa da Taça. E funerais um pouco mais animados.

Os balanços de fim de época são sempre inevitavelmente injustos, e temo que todas as apreciações finais da magnífica época do Sporting tenham esquecido um jogador que merece referência, até por ser, creio, aquele que tinha o currículo mais rico do plantel, em termos de conquistas: Angulo. A contratação do jogador insere-se numa bonita tradição sportinguista que deve ser recordada.

Angulo é um digno sucessor daquele que foi, para mim, o melhor futebolista de sempre do Sporting, e talvez o que mais títulos conquistou na carreira: Frank Rijkaard, que, como certamente se lembram, brilhou de leão ao peito durante cerca de três horas e meia em 1987. É possível construir um onze de sonho só com profissionais que representaram o Sporting durante menos de uma semana. Rijkaard e Angulo são titulares indiscutíveis, obviamente. Vicente Cantatore teria de ser o treinador. E Sá Pinto o director desportivo.

Rui Moreira, evidentemente melindrado por, como ele próprio diz, eu ousar fazer — imagine-se! — «copy/paste fora de contexto» das suas doutas opiniões, parece estar convencido de que me ofende quando diz que os anúncios do MEO não têm graça.

Imagino que os senhores da agência de publicidade, que são quem realmente concebe e redige os anúncios, tenham passado a dormir com mais dificuldade desde que Rui Moreira resolveu presentear os leitores d' A BOLA com as suas pertinentes críticas de publicidade, mas eu não tenho interesse nem mandato para os defender.

Por outro lado, devo agradecer as palavras simpáticas que dedicou à rábula em que satirizávamos o discurso repolhudo de Manuel Machado. Se me lembro do sketch, Rui? Claro que lembro. Esse fomos mesmo nós que escrevemos.

E não foi difícil: limitámo-nos a fazer copy/paste fora de contexto de umas declarações meio bacocas do antigo treinador do Nacional. É um estratagema humorístico ao qual continuo a recorrer amiúde. Resulta tanto melhor quanto mais bacocas forem as declarações citadas. Este ano tenho tido muita sorte com a colheita, sabe?

 Ricardo Araújo Pereira