SLB 2017

SLB 2017

domingo, 26 de dezembro de 2010

A RAÇA DO ALENTEJANO

                                                             
 

Como é um alentejano?
É, assim, a modos que atravessado.
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.
Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie";
dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida;
dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas;
dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos;
dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós;
dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto;
e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.
O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.
Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.
É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus:
nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.
Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».
E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?
Era um descanso...

 

                                           

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mundiais 2018/2022: Beckenbauer lamenta que «países derrotados tenham sido alvo de escárnio»

Mundiais 2018/2022: Beckenbauer lamenta que «países derrotados tenham sido alvo de escárnio»

Caso Maddie

WikiLeaks: Embaixador britânico terá confirmado culpa dos McCann da morte de Maddie

O jornal espanhol “El País” divulgou esta noite informações sobre o «caso Maddie», criança inglesa que desapareceu no Algarve a 3 de Maio de 2007. De acordo com o WikiLeaks, a polícia britânica terá obtido provas da culpa dos pais, Gerry e Kate.

De acordo com a edição online do jornal espanhol, só um de entre os 250 mil telegramas da WikiLeaks faz referência a Madeleine McCann, a menina britânica que a 3 de Maio de 2007 desapareceu na Praia da Luz.

Num despacho confidencial, alegadamente enviado de Lisboa a 29 de Setembro, o embaixador britânico Alexander W. Ellis é referenciado como tendo dado conhecimento ao homólogo norte-americano de que a polícia inglesa tinha provas contra os pais de Maddie, Gerry e Kate.

Ellis terá contado também que as polícias dos dois países estavam a trabalhar em conjunto, e terá revelado que tinha por missão manter o caso secreto em conjunto com o governo português.

O embaixador britânico terá ainda admitido que Kate e Gerry abandonaram Portugal depois de cães pisteiros trazidos de Inglaterra terem descoberto rastos de fluídos corporais da menina, tanto no apartamento como na mala do carro alugado.
Wilileaks
21:51 - 13-12-2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não tem mesmo vergonha na cara...

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010


Os miguéis sousas tavares e guilhermes aguiares deste país....

Vejam bem isto,  que este artista diz:
- A 'permissividade de Elmano Santos enervou FCorrupção Porto'.....

Isto é uma vergonha contínua sem fim....

Se um dia um jogador do Porto der um tiro em alguém, vão dizer que esse alguém se pôs à frente do jogador do Porto e que este apenas estava a treinar para a caça no Alentejo....

As declarações do Guilherme Aguiar no Dia Seguinte sobre o jogo de ontem se fossem feitas no Júlio de Matos até se aceitavam e compreendiam......

E quando analisaram a repetição do penalti ele aí quase nem conseguiu inventar nada....
isto não se passa em mais lado nenhum....do mundo...e o Benfica e as pessoas do Benfica caladas como sempre...

Sabem o que vos digo mas é?

Bardamerda pra isto tudo...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Gosto de ti....

Porque tu me inspiras...
Porque tu me fazes bem...
Porque tu és especial...

Porque tu deste um sabor diferente à minha vida...
Porque sem ti já nada tem o mesmo brilho...
Porque eu sem ti já não sou a mesma...

Porque só tu me pões bem quando estou mal...
Porque pra mim tens um significado inexplicável...
Porque eu gosto de gostar de ti...
Porque eu sei que tu gostas de mim também...


Porque nós sabemos que vale a pena...
Por todas estas razões e muitas mais que poderia escrever aqui....


                                                                                          

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma pequena historia

A história de Portugal tem a sua génese com a chegada dos primeiros hominídeos à Península Ibérica há cerca de 1.2 milhões de anos atrás. O território entrou no domínio da história escrita com o início das guerras Púnicas. Em 29 a.C. era habitado por vários povos, como os Lusitanos, quando foi integrado no Império Romano como a província da Lusitânia, influenciando fortemente a cultura, nomeadamente a língua portuguesa, na maior parte originada no latim. Após a queda do Império Romano, estabeleceram-se aí povos germânicos como os Visigodos e Suevos, e no século VIII seria ocupado por árabes.
Durante a reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino de Leão. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal reclama o título de mais antigo estado-nação europeu.[1]
Durante os séculos XV e XVI, os portugueses foram pioneiros na exploração marítima, estabelecendo o primeiro império colonial de amplitude global, com possessões em África, na Ásia e na América do Sul, tornando-se uma potência mundial económica, política e militar.[2] Em 1580, após uma crise de sucessão, foi unido a Espanha na chamada União Ibérica que duraria até 1640. Após a Guerra da Restauração foi restabelecida a independência sob a nova dinastia de Bragança, com a separação das duas coroas e impérios. O terramoto de 1755 em Lisboa, as invasões espanhola e francesas que antecederam a perda da sua maior possessão territorial ultramarina, o Brasil, resultaram no desmembramento da estabilidade política e económica, reduzindo o estatuto de Portugal como potência global no século XIX.
Após a queda da monarquia, em 1910 foi a proclamada a República, iniciando o actual sistema de governo. A instável Primeira República foi sucedida por uma ditadura sob o nome de Estado Novo. Na segunda metade do século XX, na sequência da guerra colonial portuguesa e do golpe de estado da revolução dos cravos em 1974, a ditadura foi deposta e estabelecida a democracia parlamentar, com todos os territórios ultramarinos a obter a sua independência, nomeadamente Angola e Moçambique em África; o último território ultramarino, Macau, seria entregue à China em 1999.
Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia (CEE).

sábado, 27 de novembro de 2010

Eu sei

Quando eu era garoto, de três palmos de altura, eu falava muito alto (para ser um homem).
Eu dizia: Eu sei! Eu sei! Eu sei! Eu sei! Era o começo da primavera!
Quando fiz 18 anos, eu disse: Eu sei! Aí está, desta vez eu sei!
E hoje, nos dias em que volto, observo a terra onde andei de um lado para outro, e ainda não sei como ela gira.
Aos 25 anos eu sabia de tudo: o amor, as rosas, a vida, o dinheiro. Ah, sim, o amor!
Eu tinha dado a volta toda!
E felizmente, como os colegas, eu não tinha comido todo o meu pão: no meio da minha vida, eu ainda aprendi.
O que aprendi cabe em três ou quatro palavras:
No dia em que alguém te ama, faz um tempo muito bonito!
Não posso dizer melhor: faz um tempo muito bonito!
É o que ainda me admira na vida! Eu, que estou no outono da minha vida!
A gente esquece tanta noite de tristeza, mas jamais uma manhã de ternura!
Em toda a minha vida eu quis dizer: Eu sei!
Só que, quanto mais eu procurava, menos eu sabia.
Sessenta batidas soaram no relógio. Ainda estou à minha janela.
Olho e me pergunto: Agora eu sei? Eu sei que nunca se sabe.
A vida, o amor, o dinheiro, os amigos e as rosas.
Nunca se sabe o som e a cor das coisas.
É tudo o que sei.
Mas isso, eu sei!
                                       "Jean Gabin"

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conheça a sugestão de Cantona para revolucionar o sistema financeiro



"Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem."

Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.
Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.
Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Aliás, tem mesmo um só elemento: Portugal.
A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), que se tornou famosa no ano passado pelo estudo que fez dos "bananas da república", iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ
procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.
Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido"
- O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses." Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.
Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.
Actualmente e a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso
país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas,
deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.
Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade
económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento
industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.
É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.
Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.
Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho." A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo:

"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".

                                                                                                                                       Diário de Notícias
                                                                                                                                   João César das Neves